Maria Emilia, dócil ao impulso do Espírito Santo, inicia na Igreja uma caminhada: a Congregação das Missionárias do Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada.

Evangelizamos desde a Eucaristia, adorando a Jesus sendo entrega para os irmãos, ao calor de Maria Imaculada.

A Congregação nasceu em granada na Espanha, no dia 25 de março 1896. Em um contexto histórico de transição, grandes conflitos políticos, e conquistas internacionais. O contexto religioso era de proliferação das congregações missionárias, época da cristandade e congressos eucarísticos.

 

A congregação das Missionárias do Santíssimo sacramento e Maria imaculada tem sua origem na cidade de Granada, capital de Andaluzia. No dia 5 de agosto, festa de Nossa Senhora das Dores, em um berço rendilhado de sedas e púrpuras, nasceu Maria Emilia Riquelme y Zayas, primogênita do casal Joaquim Gomes Riquelme e Maria Zayas Fernandez de Córdoba. Emilia escolhida por Deus para anunciar ao mundo a riqueza da graça escondida na eucaristia e, pela qual, deixaria todo bem material, próprio da condição social de sua família. Foi batizada no sábado, dia 7 do mesmo mês, na Paróquia do Sacrário.

Decorrente dos inúmeros compromissos militares do pai, Maria Emilia viveu sua infância muito mais ligada aos cuidados maternos, porem, teve pelo pai, mesmo nas longas ausências, um amor terno e filial, demonstrado desde muito cedo. Contava Maria Emilia sete anos, quando, vitima da cólera, Dona Maria Emilia, sua mãe faleceu.

Após a morte do pai, no dia 23 de fevereiro de 1881, Maria Emilia mergulhou mais ainda no mistério de Deus e de seu querer. Cumpriu com todos os deveres de filha excelente. Seu grande amor a Jesus Sacramentado impeliu-a a solicitar licença especial para tê-lo em uma capelinha particular em sua residência, ali passava horas a fio em constante dialogo com Jesus. Vê-se, então, impelida a realizar um grande projeto de sua juventude: consagra-se inteiramente a serviço de Deus na vida religiosa.

A oração trouxe nova luz para iluminar sua caminhada. Revendo com seu administrador os bens que possuía, chamou-lhe atenção a Chácara de São Jerônimo. Veio-lhe, então, a inspiração de erguer naquele grande terreno um templo digno, dedicado ao Mistério de Imaculada conceição, onde teria a presença da Eucaristia, assim como sua casa de Servilha.

Maria Emilia colocou na pedra fundamental, sobre a qual soerguia um templo, dedicado á Mãe de Deus o seu desejo expresso: “para depois de sua morte ali ressoarem os seus louvores’’. Assessorada por técnicos, supervisionava os trabalhos e a obra crescia celeremente. Em todos os recantos permaneceu a marca de um gosto artístico acurado e a utilização de material de primeira qualidade, pois tudo lhe parecia pouco para Deus.

Na manha do dia 25 de março de 1896, quando a Igreja celebrava o Sim de Maria, outro sim enriquecia o povo de Deus: a Congregação das Missionárias do Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada. Dom Jose Moreno, Arcebispo de Granada presidiu a Eucaristia e toda a cidade, do maior ao menor, movimentou-se para assistir tão faustoso acontecimento. Após a cerimônia, o Santíssimo ficou exposto e permaneceu para sempre.

Adoração, educação e missões, linhas mestras do instituto nascente, iniciou a primeira escola, expressando assim o caráter educativo que Maria Emilia quis imprimir a congregação. Sabe-se, pela tradição oral, que iniciou uma escola funcionando na Casa Mãe, freqüentada por meninas carentes e dirigida pelas Irmãs. Alem da disciplina do currículo de Escola Fundamental, havia uma clara preocupação com a formação religiosa das meninas, e do ensino de bordado e trabalhos manuais, próprio da época.

Os anos passaram e Pequena Obra de Maria, como Maria Emilia ia denominar a Congregação, cresceu e se desenvolveu. Granada, Barcelona, Madri são passos na escala, às vezes, ao sopro da brisa matutina outras sob o sol escaldante da tarde.

Na festa de Nossa Senhora da Esperança, 18 de dezembro de 1934, as Missionárias embarcam no Vapor Neptunia com destino a Caetite – Bahia – Brasil. Viagem difícil com vários meios de transporte: navio, trem de ferro, automóvel por estradas intransitáveis, estragadas pelas chuvas ate Caetite – lugar da missão. Ali armaram sua tenda para acolher as jovens que estudavam na Escola normal que depois foi denominada Anísio Teixeira. Preparando-as para bem viver seu compromisso batismal e tornarem-se futuras educadoras competentes e dedicadas. E não foi em vão. Lares cristãos foram edificados e algumas outras tornaram-se seguidoras de Jesus para bem servir aos irmãos.